sexta-feira, 11 de abril de 2008

Crescer, como dói.

Quando somos crianças contamos cada minuto para nos tornarmos grandes, mais velhos, responsáveis, para que possamos ir brincar sem que nossas mães fiquem contando o tempo e avaliando se merecemos ou não ficar de castigo.

Mas existe um mistério em todo esse contexto: não nos contam que quando enfim crescemos e criamos responsabilidade para irmos brincar, já não há tempo para brincar. Não nos explicam que quando comemoramos aniversários e somos crianças, ganhamos brinquedos, e quando comemoramos aniversários e já somos crescidinhos ganhamos obrigações, nem sempre tão sonhadas.

Acabamos esperando em vão pelo momento de tomar conta de nossos narizinhos e irmos brincar. Isso nunca acontece. Então muitos de nós entram num estado de inconformismo múltiplo que acaba por levar estes à se tornarem os pais chatos que avaliam se e quanto tempo seus filho poderão brincar, assim como seus pais, que eles tanto juraram não imitar.

Confuso? É... a cabeça de uma pessoa adulta é bastante confusa, principalmente quando ainda é um adulto com um pezinho na adolescência como eu. Ai, que inveja das crianças que acham que cobrir uma letra tracejada com um barbante é terrível e que brincar o dia inteiro até cair de sono é pouco.

Por que eu pedi tanto pra crescer?...

O mundo acabou

O mundo vai acabar, e ela só quer dançar...

Natasha – Capital Inicial

Lembra-se que há alguns anos atrás havia sido especulado que o mundo estava para acabar? Nossa, lembro com bastante nitidez do medo que senti na noite do tal dia marcado para o fim do nosso planeta. Mal conseguia dormir, fiquei abraçada com minha mãe, na cama dela, pensando em como seria “viver” sem o planeta, em meus amigos, meus familiares, meus bichinhos de pelúcia. Do medo que senti em dormir e não mais acordar, ou acordar e não ter mais nada. Ficaria caindo no Universo eternamente?

Graças a Deus não aconteceu nada. Mas e se fosse real? E se tivéssemos comprovações de um dia pré-determinado para o fim do mundo? O que você faria? Com quem gostaria de passar os últimos momentos? Quais seriam as últimas coisas que você pretenderia fazer?

Será que morreremos?

Muito estranho pensar nisso. Parece algo tão distante da realidade que chega a ser utópico falar.

Em minha opinião, acho que faria igual à Natasha: só quereria dançar.

Valores de perda

Don’t cry of me/ If you loved me/ You would be here/ With me/ If you want me/ Came find me/ Make up your mind.

Não chore por mim/ Se você me amasse/ Você estaria aqui agora/ Comigo/ Se você me quisesse/ Viria me procurar/ Decida-se.

Call me when you’re sober – Evanescence

Já dizia esta e tantas outras canções, poemas, contos e os tão valiosos conselhos que se realmente fossem bons não se davam, vendiam.

Nem sempre damos os devidos valores à pessoas/ objetos/ momentos da qual merecem. Muitas vezes estamos felizes pelas conquistas, mas nos privamos da comemoração para logo em seguida almejarmos novos objetivos.

Mas de quê adianta tantos esforços para nenhum festejo? Para quê tanto desgaste e dedicação? Para que outrem o comemore e usufrua enquanto nós voltamos à batalha incessante de mais, mais e mais? Mais do quê, para quem e por quê?

Temos de aprender a batalhar sim, sempre, com todas as nossas forças e técnicas que sejam a nosso favor, porém sem que se faça mal a terceiros, mas além de toda batalha há também a necessidade de aprendizado da comemoração. De um intervalo entre uma batalha e outra para que se possa comemorar o que se conquistou e assim reunir forças para uma nova batalha, um novo esforço e consequentemente uma nova vitória.

Ciúmes

Ai... Toquei no ponto fraco de quase todos os mortais: o ciúme.

Esse sentimento apresenta caráter instintivo e natural, sendo também marcado pelo medo, real ou irreal, de se perder o amor da pessoa amada. O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.

Por que sentimos ciúme? Por que nos deixamos levar por um sentimento tão criticado e mal visto por todos, inclusive pelos ciumentos?
Pensei no contrário: e se fosse o outro que sentisse ciúme? Não seria nada legal não poder colocar a roupa que queremos, falar com quem consideramos amigos nossos, enfim, qualquer coisa que um simples e pequeno ciúme pode estragar. Quantas relações foram para a "casa do brejo" devido à este monstro verde?

O que eu acho ainda mais engraçado é que eu sou muito ciumenta, possessiva. Com amigos, cachorro, família, namorado, objetos.... TUDO!!!
E acho muito feio este sentimento e principalmente a forma que demonstro ele... Vocês hão de convir que é impossível, ou quase, manter-se calmo e educado num momento de ciúme!!!

Mas se temos esses pensamentos e esclarecimentos por que não conseguimos apenas deixá-lo pra lá?
Por culpa do medo da perda. É doloroso por demais perder algo ou alguém que amamos. Quando a perda é por meio de falecimento, ainda nos contentamos em pedir à Deus, cada um à sua maneira, que cuide bem dos entes e amigos, mas quando a perda é para outra pessoa a situação fica mais séria.
Perder algo ou alguém para outro é troca, é rejeição, é insignificância própria, é humilhação. Nós, meros mortais com tantos ensinamentos ainda por vir não conseguimos colocar em prática o que poucos já conseguem esclarecer.

Fato que, sem muitos esforços, lembramos o quão ruim é, não para o que sofre do ciúme do companheiro, mas sim para o ciumento. Este é o que mais sofre com tudo isso. Além do constrangimento e do sentimento de perda, vem logo após, na maioria das vezes, um sentimento de culpa e, se a troca ocorrer após uma cena ciume, ainda é de se pensar que somente ocorreu pelos atos ciumentos, e então, o causador da confusão mergulha num mundo de rejeição à si próprio, algumas vezes com passagem de volta.

E então outra questão: a passagem de volta é para um anjinho ou para um diabinho? Você pode sair da "fossa" e querer mudar, melhorar e encontrar alguém que lhe faça bem ou querer voltar da imersão tão somente por desejo de vingança.

Acho que hoje o texto foi mais um desabafo do que um simples textos pensante.

Ficam aqui meus pensamentos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tempo

Recebi um e-mail de uma amiga que continha um texto do Arnaldo Jabor que falava sobre o tempo. Achei bastante interessante uma determinada parte em que ele diz que se tempo fosse vendido em supermercados e drogarias, seria o primeiro produtos a faltar nas prateleiras. E penso eu que seria um enorme problema pois, faltoso nas prateleiras em bem pouco tempo de compra pela empresa, logo a demanda aumentaria e a indústria do tempo teria de fabricar cada vez mais e mais. Porém, será que conseguiriam tempo para produzir mais e aumentar a quantidade? Sinto que não.
Engraçado essa coisa de tempo, ? Tenho algumas amigas daquelas que consideramos irmãs sabe? E não falo nem escrevo para elas há uns... Sete meses! Adivinhem o motivo? Tempo! Mas o bizonho é que eu consigo tempo para tantas outras coisas que teoricamente ficariam bem abaixo da lista de importância.... Por que nos deixamos levar pela desculpa mais esfarrapada do mundo?
Muitas vezes você não tem tempo para satisfazer suas vontades e necessidades para realizar desejos de outrem que também não se satisfez.... e por ae vai!
Pense em quantas vezes você queria fazer algo, não fez para agradar outra pessoa e depois viu que se tivesse realizado seus desejos estaria bem melhor agora.
Agora... Hoje... Viva o momento! Ontem você não tem como mudar. Amanhã você não faz nada! Sobrou só o hoje! O agora! O que você tem vontade de fazer, falar, sentir, comer, gritar, respirar, ouvir... AGORA?
Se entregue às suas vontades e desejos. Ás vezes é mais válido deixar o tempo de lado e chegar um pouco mais tarde em casa por que você parou com seus amigos na “Zeca Hora”, riu, brincou, aumentou seus laços de amizades. Existem momentos que não voltam, pessoas que se vão, vontades que jamais passaram de vontades.
Você é livre! Não se prenda ao tempo, muito menos à falta dele! O tempo é todo seu! Viva sem medo! Vá agora na farmácia mais próxima e compre logo seu pacote de tempo antes que acabe!

Dinheiro ou amigos?

No fim de semana que se passou foi o encerramento de um dos meus eventos culturais mais legais e esperados: a bienal!
Ganhei muitos livros, uma tarde super legal, me diverti muito e dentre os livros que comprei estavam: “Casais inteligentes enriquecem juntos” e “Vendedoras boazinhas enriquecem”. Também estou lendo “O Segredo” e principalmente a parte que conta o segredo para ficar rico! Sentiram que as coisas não estão assim tão bem, né? Hehe...
Bom, depois do meu mega passeio naqueles corredores de livros, cheguei em casa e estava passando o final de um filme muito engraçado chamado “O Mentiroso”. E exatamente no final quando o personagem principal sai da prisão, ele encontra um mendigo. O personagem principal, que não me recordo o nome, volta e despeja todas as moedas e notas que estão em seus bolsos nas mãos do mendigo e ao mesmo tempo diz: “Pode ficar com tudo, mas isso não lhe fará feliz”.
Neste momento eu pensei, olhei todos os livros que citei a cima e pensei: será que fiz uma boa compra?
Vamos pensar... Sem o dinheiro eu não consigo comprar, seja o que for: comida, roupa, casa, aluguel, conta de luz, telefone, remédios, plano de saúde... E convenhamos que sem isso é quase impossível a vida.
Mas, mesmo que tenhamos o luxo, o caro, sem amigos, sem uma amor verdadeiro, sem alegria, sem desejos não vivemos e esses o dinheiro não compra. Embora esses, em maioria, temos principalmente quando não ostentamos o dinheiro.
Dilema? Dinheiro ou felicidade? Mas com dinheiro não temos a felicidade das contas pagas? Mas o dinheiro não compra caráter...
Faça sua escolha! Você prefere pensar só em você e cultivar o dinheiro? Prefere largar o dinheiro e viver de amigos? Ou fica no mesmo estilo do mais gostoso dos sabores do Trakinas: meio-a-meio?

Organização

"Janaína acorda todo dia às 04:30, e já na hora de ir pra cama Janaína pensa,
que o dia não passou, que nada aconteceu..." (Cidadão Quem).


Todos nós temos o mesmo tempo por dia para evoluirmos, então por que alguns conseguem fazer tanto e outros tão pouco, assim como a nossa Janaína ae de cima? Pura falta de organização!
São 24:00h por dia, sendo que são gastas em média:

  • 08:00h destinadas ao sono;
  • 02:00h destinadas à higiene pessoal;
  • 01:30h destinadas às principais refeições.

Então sobram 12:30h para você fazer o que achar melhor! Cursos, ler, escrever, visitar alguém, cozinhar, assistir a televisão, cuidar da beleza, trabalhar, estudar, se divertir, sair...

Comece por fazer um cronograma com o que você pretende fazer. Coloque por ordem de importância, e nos horários que podem ser realizadas! Pronto!

Agora vá preenchendo conforme gostar. Siga esta tabela com toda a sinceridade. Com o passar do tempo você conseguirá ser tão doido quanto aqueles que fazem faculdade + estágio + trabalho + curso de inglês.... E ainda vivem!! Assim poderemos cantar:

"Mas ela diz, que apesar de tudo ela tem sonhos, ela diz, que um dia ela
ainda há de ser feliz"

[Indignação com a criminalidade.]

Eu sempre tive a grande (boa ou ruim) mania de banca de jornal. Não posso ver uma, grande ou pequena, eu já páro! Olho tudo... O que mais, além de jornais e revistas, a banca vende: bonés, cartões postais, livros, DVDs, bala, pirulito, biscoito, sorvete, caderninhos, chaveiros, chocolates, água, refrigerantes, cordões, brincos, pulseiras, prendedores de cabelo, canetas, lapiseiras, lápis, borracha, apontador... Aff, quanta coisa!
Tá, mas eu não sou uma pessoa fútil. Eu vejo as notícias das capas de revistas e jornais. E, em base no que eu tenho encontrado ultimamente, eu posso dizer, resumidamente, que a maioria das revistas, como de costume, falam da vida dos famosos, das novelas, das mininssériese e de mil novas dietas milagrosas! Já os jornais, só tem desgraça!
Caraca! É morte, roubo, desaparecimento, assassinato, mensalão, caixa 2, preconceito...
Isso me assusta! Me sinto muito mal ao ver essas coisas. Isso está acontecendo no meu país, no meu estado, na minha cidade, no meu mundo! E o que me mata é que eu não posso fazer nada! Eu tenho que ficar calada e escondida em minha casa, senão eu posso estar na primeira página dos jornais de amanhã. Sou obrigada a ver, ouvir e viver tudo isso e não fazer nada, só vendo o mundo se destruir para fazer de vítima meus filhos (quando os tiver).
Assim vou levando minha vida de bala de frumello: doce, macia, gostosa mas que acaba rápido, isso quando não aparece um pavão no meu do caminho para pegar a bala antes de ela acabar!