Com muito carinho, desde criança, incentivou os pais a trabalharem, junto aos seus irmãos arrumavam o que comer, cuidavam da casa, e de si.
Quando, por meio da escola, teve o primeiro contato com o jornalismo, decidiu que seria disso que viveria e traçou um futuro, que com certeza não seria nada parecido com o que havia vivido até ali.
Hoje, Jeannette carrega muitas cicatrizes no corpo, devido há inúmeras vezes em que esteve rodeada de fogo por descuido dos pais, e na memória. Da maneira mais difícil essa menina, que acordava sem ter o que o que comer e ia dormir sem ter uma cama, aprendeu o valor de cada coisa, mesmo as coisas bem pequenas.
Em “O Castelo de Vidro” Jeannette passa sua história sem dramas e em uma entrevista afirma ainda ter amenizado as situações. E pede para não culpá-la pela condição de sua mãe, moradora de rua até hoje (seu pai já faleceu), pois como relata no livro, ela tenta e quer dar todo mo conforto à mãe, porém esta nada aceita. Diz que gosta de morar na rua.
Por seu pai, sempre teve admiração e muito amor. Muito simples, inteligente e sonhador, embora desleixado e alcoólatra, Rex costumava não deixar as crianças terem ilusões, como por exemplo acreditar em Papai Noel. Em um aniversário da filha, Rex lhe dá uma estrela, como relatado num trecho do livro: “Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu, e fica com ela pra toda a vida”.
É uma história de triunfo sobre a adversidade, mas também uma narrativa comovente sobre o amor incondicional por uma família que, não obstante as suas profundas falhas, lhe deu a firme determinação para construir uma vida bem sucedida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário