quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mais uma da série: E a natureza se revolta...

As chuvas não dão "colher de chá"

Não avisou nem mandou recado. Foi assim que a Cidade Maravilhosa recebeu de “braços abertos” a chuva na noite de segunda-feira, dia 05 de abril de 2010.
Na primeira noite houve sete mortes e cinco pessoas desaparecidas. O caos tomou conta dos cariocas. Muitos passaram a noite na rua. Lojas perderam produtos. Muitas famílias perderam as casas, documentos, roupas, comidas, móveis. O trânsito parou e as ruas deram lugar aos rios que se formaram por toda a capital, da zona sul até a baixada.
O lugar que mais sofreu foi Niterói. Desabamentos de terra nas pistas e enchentes de quase um metro impossibilitaram o tráfego na BR 101 e na Niterói-Manilha na altura do Km 316. Outro transtorno foi causado pelos aeroportos. Que estava sem condições de voar todos percebiam, mas muitos passageiros reclamaram da falta de organização e tumulto.

Já na manhã de terça-feira, o que se via era muita névoa com chuvas e ventos. O Prefeito Eduardo Paes fazia pedidos para que só saísse de casa quem estivesse em áreas de risco. As aulas foram suspensas tanto nas redes públicas quanto nas particulares. E quanto aos moradores que se recusavam a sair de suas casas interditadas, o Prefeito afirmou: é melhor perder tudo e salvar as vidas do que perder a vida com tudo o que tem.
Os telefones de resgate e emergência dos Bombeiros, Polícia Civil e Samu estão congestionados tantos são os chamados. No terceiro dia de chuvas quase ininterruptas, contabilizam quase 2000 famílias desabrigadas dependendo de solidariedade e doações, mais de 113 mortos pela chuva. Ainda não foi divulgada com precisão a quantidade de desaparecidos e soterrados no Rio de Janeiro e em Niterói.

Luka Marinho


O anjo Zilda



Zilda Arns Neumann, médica pediatra, sanitarista, fundadora e coordenadora da pastoral da criança e da pastoral do idoso, nasceu em 25 de agosto de 1934 em Santa Catarina. Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, teve 15 irmão, 6 filhos e 10 netos. Viúva há mais de vinte anos.
Morreu no dia 12 de janeiro de 2010, com 75 anos, no terremoto de 7 graus – desconhecido até então – que atingiu o Haiti. Ela havia acabado uma de suas palestras em uma igreja de Porto Príncipe quando o chão começou a tremer. Pouco depois o teto da igreja caia sobre a mulher que ajudou milhões de crianças em 4.063 municípios e 19 países além do Brasil.
“Que morte linda” foi o que disse o cardeal emérito Paulo Evaristo Arns, quando cuidadosamente recebeu a notícia do terremoto e da morte de sua irmã. Seis irmãos de Zilda tornaram-se religiosos.
Formada em medicina em 1959 em Curitiba, fez especializações em educação física e pediatria social. Trabalhou de 1955 a 1964 como pediatra do hospital de Crianças Cezar Pernetta – Curitiba/ PR. A pedido do cardeal Paulo Arns em nome da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasi), em 1983 se torna fundadora e coordenadora da pastoral da criança.
Como representante da pastoral viajou o mundo divulgando e oferecendo assistência, fazendo palestras e acompanhando a comitiva brasileira. Logo em seguida se torna também fundadora da pastoral do idoso.
Até sua morte, Zilda coordenava cerca de 155 mil voluntários, presentes em mais de 32 mil comunidades em bolsões de pobreza em mais de 3.500 cidades brasileiras.
Três vezes indicada pelo Brasil ao Prêmio Nobel da Paz, a Doutora recebeu condecorações tais como:
· Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007;
· O Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA),
· Pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006;
· Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002);
· 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000);
· Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988);
· Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997);
· Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994);
· Títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.
· Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios;
· Foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.
"Trabalhamos com alfabetização, que é um fator importante na campanha para a paz. Ela começa com a educação das crianças, trabalhando a autoestima das líderes, com reuniões de reflexão na comunidade. Ensinamos as líderes a ouvir as famílias e identificar sinais de violência dentro de casa", afirmou Zilda.
O trabalho de Zilda Arns serviu de modelo para vários países, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. Em algumas dessas nações, a própria médica ministrou cursos sobre como estruturar as ações.
Governador decreta luto oficial no Paraná pela morte de Zilda.

Luka Marinho


HAITI

De acordo com a fio cruz, a terra é formada por camadas: a hidrosfera (de água), a atmosfera (de gases) e a litosfera (de rochas). A litosfera é a camada mais rígida da terra e divide-se em partes menores chamadas placas tectônicas. Essas placas tectônicas se movimentam lentamente, gerando um processo contínuo de esforço e deformação nas grandes massas da rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, faz com que ela se rompa liberando parte da energia acumulada que é liberada sob forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem se espalhar em todas as direções, fazendo a terra vibrar intensamente, ocasionando os terremotos.

No Haiti, a liberação de energia no interior da Terra (hipocentro) ocorreu a 13 km de profundidade da superfície, pouco se considerando que a distância pode chegar a 700km. A potência da “explosão” foi de 32 milhões de TNT, equivalente a 25 bombas nucleares.
O terremoto de deixou mais de 200 mil pessoas mortas e 3 milhões feridas, em sua maioria crianças. Com uma estrutura precária para atender os feridos e “vivendo” de doações e auxilio do mundo inteiro o Haiti sofre o maior terremoto de que se tem relatos na história.

Luka Marinho

CAOS NO MUNDO

Ódio, materialismo, medo, guerras, conflitos, calor, aumento a temperatura do planeta, mudanças climáticas, geológicas causado pela conduta antiecológica do ser humanos, terremotos, enchentes, erupções vulcânicas, ciclones, secas, incêndios, furacões, tsunames e derretimento do gelo dos pólos. A natureza está se vingando do ser humano que por tantos anos explorou e abusou de seus recursos gratuitos.
Muitos foram os filmes que mostraram o fim do mundo – os mais recentes “2012” que trata das sete profecias maias e “Avatar” que fala da não piedade do homem para com a natureza em sua forma mais primitiva – mas não imaginávamos que um dia isso poderia se tornar tão real e agora corremos contra o tempo para não sermos extintos.
De acordo com os maias, estamos na quarta das sete profecias. A quinta profecia diz que todos os sistemas baseados no medo sob os quais está fundamentada a nossa civilização se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano, dando lugar a uma nova realidade de harmonia. A sexta profecia Maia fala que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano. E enfim a sétima profecia conta que os seres humanos que voluntariamente encontrarem seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua freqüência de vibração interior do medo para o amor poderão captar e se expressar através do pensamento e com ele florescerá o novo sentido.
Os Maias afirmam ainda que a partir do sábado 22 de dezembro de 2012, todas as relações serão baseadas na tolerância e na flexibilidade, porque o homem sentirá os outros seres como parte de si mesmos.

Luka Marinho

PROFECIAS MAIA

1ª: Nos fala que a partir de 1999 teremos 13 anos para adquirirmos a consciência de que podemos viver em integração com tudo e todos num período de luz.

2ª: Humanidade mudaria radicalmente a partir do eclipse de 11 de Agosto de 1999. Afirmam ainda que a partir dessa data o homem daria vazão às suas emoções, causando inúmeras guerras e conflitos ou optaria por caminhos pacíficos, de paz. Vivemos um período de iminente mudança.3ª: O Homem no seu processo destrutivo causará maior retenção do calor na Terra. O aumento de atividade solar provocará maior irradiação, aumentando ainda mais a temperatura.4ª: Com o aumento da temperatura os Maias previram um grande degelo nas calotas polares. Um aumento das atividades do sol implicará em mais ventos solares.

5ª: Haverá um colapso generalizado de nossos sistemas, o mundo entra numa crise econômica.

6ª: Um cometa se aproximará da Terra e colocará em risco a própria existência da Humanidade.

7ª: Falam-nos da saída de nosso planeta da noite galáctica para o amanhecer galáctico.

Luka Marinho

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alunos de Biologia participam de exposição na Casa França-Brasil


Os estudantes Thiago Andrade e Elizabel Amaral do curso de Biologia da UniverCidade, participaram da exposição da artista Rosana Palazyan. Os alunos atuaram na apresentação como biólogos, simulando uma situação biológica e artística com casulos de mariposas e crisálidas de borboletas. A mostra reúne as obras “O jardim das Daninhas”; “O realejo”; “No lugar do outro”; “Por que Daninhas” e está aberta à visitação até 20 de junho de 2010, na Casa França Brasil, no centro do Rio de Janeiro.

“Ajudamos uma espécie de mariposa que nunca poderia sair sozinho de seu casulo, a não ser das mãos de biólogos capacitados, pois tratava-se de um ser muito sensível” conta Thiago. Ele ainda relata que na obra “No lugar do Outro” é feita uma comparação deste casulo aos moradores de rua presentes em todas as cidades do mundo, que são rejeitados pela sociedade.

Representando o Borboletário Cidade, que fica na Unidade Recreio, Elizabel relata o que aprendeu com essa experiência: “Aprendizagem, cuidado e atenção que todo biólogo deve ter em sua área de atuação”. O Borboletário surgiu em 1998 por conseqüência da descoberta de um exemplar raro de borboleta na região, e é hoje uma grande aquisição para a cidade do Rio de Janeiro, porque indica a qualidade do meio ambiente.

Rosana Palazyan é artista desde 1990, já participou de grandes eventos de arte como a Bienal Internacional de São Paulo em 2004 e a Bienal do Mercosul em 2009. Recebeu prêmios em 1993 no 13° Salão Nacional de Artes Plásticas no Rio e em 1995 no 2° Salão de Arte Bahia. Rosana desde 2004 realizou pesquisas em ruas, instituições de caridade e ONGs que culminaram na exposição que está em cartaz atualmente.