sexta-feira, 11 de abril de 2008

Crescer, como dói.

Quando somos crianças contamos cada minuto para nos tornarmos grandes, mais velhos, responsáveis, para que possamos ir brincar sem que nossas mães fiquem contando o tempo e avaliando se merecemos ou não ficar de castigo.

Mas existe um mistério em todo esse contexto: não nos contam que quando enfim crescemos e criamos responsabilidade para irmos brincar, já não há tempo para brincar. Não nos explicam que quando comemoramos aniversários e somos crianças, ganhamos brinquedos, e quando comemoramos aniversários e já somos crescidinhos ganhamos obrigações, nem sempre tão sonhadas.

Acabamos esperando em vão pelo momento de tomar conta de nossos narizinhos e irmos brincar. Isso nunca acontece. Então muitos de nós entram num estado de inconformismo múltiplo que acaba por levar estes à se tornarem os pais chatos que avaliam se e quanto tempo seus filho poderão brincar, assim como seus pais, que eles tanto juraram não imitar.

Confuso? É... a cabeça de uma pessoa adulta é bastante confusa, principalmente quando ainda é um adulto com um pezinho na adolescência como eu. Ai, que inveja das crianças que acham que cobrir uma letra tracejada com um barbante é terrível e que brincar o dia inteiro até cair de sono é pouco.

Por que eu pedi tanto pra crescer?...

Um comentário:

  1. ainnn....você falou tudo...
    se ser uma criança fosse um verbo seria no tempo mais-que-perfeito...
    mas sabe de uma coisa? =D
    é com o tempo quase inexistente livre que temos que nós pensamos quem realmente somos e o que a gente ja conquistou em nossa vida e isso são momentos de um grande orgulho pessoal...te amo moça ;**

    ResponderExcluir